PROFESSOR ORTAET CELEBRA CASAMENTO DE EX-ALUNA NO LITORAL DE SÃO PAULO
Uma emoção imensurável... Esse foi o sentimento de ser escolhido como celebrante do casamento de Marisa & Jesse em Mongagua, Litoral Norte de São Paulo.
Para esse ocasião tão especial, escrevi um texto poético contextualizando a história do casal e sua crença.
MARISA E JESSE
Quando duas almas estão prestes a se encontrar mas a carta da fortuna não foi tirada é porque naquele momento os astros ainda não estavam alinhados para essa junção.
Ela passou, ele flertou, ela saiu, ele jura que a viu, ela não... Não foi pelos corredores da editora Abril, nem naquele show do Lobão. Ela sentiu, ele coração...
O quase não quis que fosse... Mas como uma criança e o pote de doce, o encontro de sabores e saberes seria inevitável como a abelha e o mel ou como Dona Maíra recebendo visita do arcanjo Miguel.
Anos se passaram...
A vida é ritualística, somos a reinvenção de nós mesmos... A vida é mística em seus detalhes... A vida é holística para quem se permite ser! Revelado por um anjo dourado, eis que chegou o dia do encontro sagrado.
Havia de ser naquele dia de umbanda, aquele rapaz de roupa branca e Marisa hipnotizada como se já pudesse ver os futuros jantares na varanda. Saíram algumas vezes, foram entrando no mundo um do outro, noutro dia, casa do Newton Cannito e boa melodia, grupo bonito, cultura do popular ao erudito, findada a primeira noite, altos papos sobre arte e o flerte com o destino por toda parte...
Mas algo os afastou... Bendita Celina para quem Marisa confidenciou... Cunhada e confidente...
Anos se passaram... Não foram poucas as preces da Dona Marilena e essa história já daria um bom roteiro de cinema...
Mas como diz a sabedoria dos mais velhos “Quando tem que ser... acontece, de um jeito ou de outro”.
Enfim eles se reencontraram, se reconectaram, conjugaram novos verbos, se amam e se amarão por todo sempre.
Um amor como esse é melodia pra fazer meditar, é poesia pra nunca esquecer de acreditar que há certos encontros nessa vida que são escritos nas estrelas para serem vividos na beira do mar, por que mar é imensidão, como Marisa e Jesse, como quem dissesse “aquele menino do destino já soubesse” é uma mistura do som do atabaque com a delicadeza do dedilhar do piano, é carta 24 do baralho cigano, encontro para além do que é desse plano.
Mas como que um celebrante sabe de tudo isso??? Não foi nas cartas que tirei, mas numa mensagem que recebi.
Um poeta viajou no tempo e me enviou esses escritos, por instinto de escritor se rendeu por todo amor, poeta distinto, teceu essas palavras o senhor Olinto... Que lá de cima abençoa essa união. O mensageiro dessa carta foi o também mestre das palavras, senhor Navarro. Ambos aplaudem essa celebração de hoje.
E que esse sentimento reine sempre no coração desse casal que agora são um só corpo e uma só carne, pulsando um pelo outro. Enfim... Quem agendou essa cerimônia? Muitos dirão: foram os noivos... Será mesmo?
Há uma força divina que orquestrou para que eles se encontrassem e foi Deus quem agendou essa cerimônia. E sendo Deus o anfitrião ele abençoa essa união. A vida é mesmo uma bela poetiza, Viva os noivos; Viva o encontro de Jesse e Marisa!!!
Tiago Ortaet
28 de fevereiro de 2026
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