Na vida e após ela não se levam as fotos, não se levam as roupas de marca, os aparelhos eletrônicos e efemeridade da internet ou o dinheiro suado que a gente tem; a gente leva o amor, plantado, colhido, semeado, multiplicado em outros. Ter, ver e sentir a imagem de um humano bom, de um projeto com raízes fortes regado a muito talento é mesmo gratificante. Conheci o menino Rodrigo (que ele possa conservar pra sempre o ser menino) em salas de aula de uma quarta série, tímido e desenhista, educado e esforçado. Aluno exemplar, corretíssimo e disposto a aprender, daqueles alunos que não se vê toda hora. Um garotinho que mesmo tendo uma habilidade impressionante com o desenho, desde muito criança já se dispunha com muito empenho a mergulhar em outras linguagens como o teatro. Me via, como me vejo em seus esforços, em seu zelo pelos seus cadernos, enfim, nossa afinidade é grande não por acaso; o rodrigo declaradamente quer repetir a história que eu construí de ser um líder nas questões...