FLUXUS De cara com desafetos que abortei, me cansa mudar de calçada, me cansa ter que saber o que já sei… Descalçar a petulância alheia é travestir a minha própria mesmo sendo um embrião que incendeia Descer desse avião em colisão com o tempo é medida de sobrevivência Eu redijo, escrevo, meu crivo é meu credo, domando sentimentos como quem alfabetiza cada suspiro, respiro, sugiro o mar pro meu deleite, sugiro o céu como limite, imploro a chuva que batiza e me deixa ser o que eu quero, sem pedir licença sem precisar assinar ponto, fazer constar ou sistematizar... no baú dos sentimentos estava escrito: o passado não corrijo, não consigo, mas profetizo meu interior… Ah como viver é despedaçar-se, Mas como dói a ferida social vivo vida em alta voltagem, valei-me meu sinal de alerta vermelho, pigmentando meus dias, vermelho da cor do sol poente que se vai pra eu ser feliz de noite vermelho que nasce e que escorre. Minha passagem pelo beco d...