BLOG NEWS EM EDIÇÃO ESPECIAL - PROFESSOR TIAGO ORTAET ENTREVISTA O ATOR SÉRGIO MAMBERTI




QUEM É SÉRGIO MAMBERTI???

Biografia
Sérgio Mamberti (Santos SP 1939). Ator e diretor. Intérprete eclético e desembaraçado, ligado a importantes iniciativas de fomento das atividades teatrais desde fim dos anos 1960, com sólida carreira nos palcos e na TV.
Após ter concluído, em 1961, a Escola de Arte Dramática - EADestréia profissionalmente em Antígone América, texto de Carlos Henrique Escobar dirigido por Antônio Abujamra, e produção de Ruth Escobar, em 1962. A partir do ano seguinte integra o Grupo Decisão, presente no elenco das importantes criações O Inoportuno, de Harold Pinter, 1964, e, ao lado de Glauce Rocha, em Electra, de Sófocles, 1965, novamente sob o comando de Abujamra. É, porém, substituindo Edgar Gurgel Aranha na personagem Veludo, de Navalha na Carne, de Plínio Marcoscom direção de Jairo Arco e Flexa, que Sérgio ganha projeção como ator, em 1967. Na grandiosa encenação de O Balcãode Jean Genet, está presente como o Juiz, desempenho que lhe vale o Prêmio Governador do Estado de São Paulo como coadjuvante em 1969, sob a direção do franco-argentino Victor Garcia, e empreendimento de Ruth Escobar.
Após esse período, capitaneia uma iniciativa de revitalizar o Teatro Vereda, ao lado de seu irmão, o também ator Cláudio Mamberti, onde diversos projetos são levados a efeito nos primeiros anos da década de 1970. Volta aos palcos pelo Theatro São Pedro, para protagonizar Frank V, texto de Dürrenmatt, em companhia de Beatriz Segall e direção deFernando Peixoto, em 1973. Integra o elenco de Reveillon, montagem paulistana de Paulo José, perfilado com Regina Duarte, fulgurando como ator de sucesso e abiscoitando os mais importantes prêmios do ano. Reputação aproveitada em O Jogo do Poder, uma colagem de textos shakespearianos idealizada por Barbara Heliodora e organizada porCarlos Queiroz Tellesem que pôde exibir distintas facetas de sua personalidade cênica.
Como o rei Cláudio de Hamlet, de William Shakespeare, em 1984, em montagem deMarcio Aurelio; e, como Argan, em Tartufo, de Molière, no ano seguinte, sob a direção de José Possi Neto, divide o palco com Paulo Autran.
Presente em produções de prestígio, Sérgio alia a fina compreensão do texto com um estilo desenvolto de exprimir-se, emprestando às figuras ficcionais traços de sua exuberante personalidade. Conclui a década de 1980 arrancando gargalhadas em O Amigo da Onça, transposição para o palco da impagável personagem das charges de Péricles, dirigido porPaulo Betti, 1988.
Na segunda metade da década de 1990, encontra-se à frente de novos projetos de dinamização cultural, ao lado de Mário Martini: o ciclo de leituras dramáticas Balanço Gerale a programação do Crowne Plaza, um pequeno teatro que difunde talentos emergentes e experiências cênicas, sempre com destaque e inventividade.
Volta como ator nos anos 1990 em Rancor, texto de Otávio Frias Filho dirigido por Jayme Compri, 1993; e Pérola, bem-humorada autobiografia de Mauro Rasi a partir do núcleo familiar que ganha o favor do público, permanecendo cinco anos em cartaz. Com a peça, ganha os prêmios Mambembe e Sharp de melhor ator de 1995.
Além de alguns sucessos no cinema, como O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerlla, 1968; Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor, 1973, Sérgio Mamberti aparece em papéis de destaque em vários filmes bem-sucedidos, tais como O Homem do Pau Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade, 1980; A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, 1985; e A Dama do Cine Shangai, de Guilherme de Almeida Prado, 1987.
Iniciando-se como diretor teatral em 1976, com Concerto nº 1 para Piano, de João Ribeiro Chaves Neto, Sérgio torna-se presença bissexta na condução de espetáculos, assinando algumas realizações de méritos, como Luar em Preto e Branco, texto de Lauro César Munizque reúne Raul Cortez e Miriam Mehler, em 1992; e O Capataz de Salema, texto poético deJoaquim Cardozo montado no Centro Cultural do Banco do Brasil - CCBB, Rio de Janeiro, que destaca no elenco Ítala Nandi e Chico Diaz, em 1997.
Assíduo ator de televisão, esteve em muitas novelas, algumas de grande sucesso e no desempenho de personagens salientes, como em As Pupilas do Senhor Reitor, de Lauro César Muniz, em 1970; Brilhante, de Gilberto Braga, em 1981; Vale Tudo, de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, em 1988; Anjo Mau, de Maria Adelaide Amaral, 1998. Minisséries e teleteatros, no Rio de Janeiro e São Paulo, completam seu currículo de serviços artísticos.
A militância política o acompanha há muitos anos, ocupando espaço em sua vida artística.Trata-se de um caso exemplar de ator-agitador dos intelectuais de esquerda: Sérgio teve ligações com os grupos ideológicos (em geral doutrinados pelos PCs) e ingresso posterior em uma forma nova de organização da classe trabalhadora, o Partido dos Trabalhadores, o PT. Participa ativamente das lutas e das discussões por um projeto nacional de cultura democrático, participando da coordenação nacional do Comitê de Cultura do PT com ações na área municipal, estadual e federal

Fonte: Itaucultural
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