ARTISTA DO MÊS - CARYBÉ

Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)
1911 (Lanus-Argentina) - 1997 (Salvador-Bahia)
Argentina, Itália e Brasil
     Carybé (1911-1997), nome artístico de Hector Julio Paride Bernabó, pintor figurativo brasileiro de origem argentina, cuja estilização gráfica aproximou-se da abstração.
     Nasceu na cidade de Lanús e, após ter vivido na Itália dos 6 meses aos 8 anos de idade, radicou-se no Brasil, inicialmente no Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas Artes.
Baiano de puro sangue
     Em 1938, foi para Salvador, fixando-se definitivamente na Bahia a partir de 1950. Sete anos mais tarde, naturalizou-se brasileiro.
Recebeu o apelido de Carybé (nome de um peixe de água doce pelo qual é internacionalmente conhecido) na época em que era escoteiro, porque esse era o nome de sua barraca de acampamento.
     Suas obras, tanto pinturas como desenhos, esculturas e talhas, refletem a chamada baianidade, através da representação do cotidiano, do folclore e de suas cenas populares. Em 1955, foi escolhido como o melhor desenhista nacional na III Bienal de São Paulo.
     Inspirado pela cultura afro-brasileira, no início da década de 1970 dedicou-se a fazer talhas que focalizavam seus rituais  e orixás, em obras como Festa de Nanã, Alá de Oxalá, Ajerê e Pilão de Oxalá.
     Em seus desenhos e aquarelas, predominam a cor sépia, como no álbum Sete portas da Bahia. Além desses trabalhos, destacou-se pela criação de murais, hoje expostos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Montreal, Buenos Aires e Nova York.
Artista multifacetado
     Também fez ilustrações de obras literárias, como Macunaíma, de Mário de Andrade, O sumiço da santa, de Jorge Amado.
     Exibiu seus trabalhos em mostras coletivas e individuais desde 1940. Entre elas, destacam-se as realizadas no Museu Municipal de Buenos Aires e nas galerias Nordiska, Amalta e Viau, na Argentina; na Galeria Oxumaré, em Salvador; no Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio; e na I Bienal Nacional de Artes Plásticas da Bahia.
     Frequentador assíduo dos terreiros de candomblé baianos, embora dissesse não acreditar na vida após a morte, faleceu, no dia 1º de outubro de 1997, no terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, depois de sofrer um enfarte. 
Fonte: Encarta/2000


O COMPADRE DE OGUN

Serigrafia do mestre entalhador argentino, Carybé, baseada no capítulo homónimo da obra de Jorge AmadoOs Pastores da Noite. Carybé e Amado - a mesma perspicácia a filtrar a simplicidade dos enredos quotidianos da vida. Carybé e Amado - compadres de muitas madrugadas, compadres de malandragens e boémias, compadres de artes comadres: a pintura e a literatura.
Não sei porque me lembrei disto agora, mas lembrei.
Talvez fosse por um certo roçar do calcanhar ferido de Exú, se intrometendo frouxamente no acalanto do serão, aqui de casa.

                                          
ESSA OBRA ESTÁ NO MUSEU AFRO BRASIL NO PARQUE DO IBIRAPUERA

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