O jovem escritor Diego Davoglio (nosso ex-aluno) reflete em uma boa prosa poética sobre a contemporaneidade virtual

Até que a carga da bateria nos separe? Whattts?

(Texto aos que me irritam e julgam por não gostar de celular, não usar Whatts, não querer partilhar de cada segundo da minha vida com o mundinho virtual de vocês, por favor, vamos lá, sem ofensas...)

É sério? Diga-me, é?
Que se posso viver momentos fragmentados em minha vida nos quais minha companhia divide-se em grãos de café bem passados e um livro ao meu lado, e que o local, bem arejado, pode estar sendo ocupado por MIM e mais NINGUÉM, tornando irrelevante a foto vilã, que vai para instagram. Me diz quem é que tem? Um local para refrescar as ideias e as alegrias e praticar liberdade. Liberdade não é necessariamente participação, pode ser, também, solidão: esta última é liberdade do mundo, da gente, de tudo, de pessoas, civilização.
É sério? Diga-me, é? Que se posso viver aproveitando meus momentos de lazer na vida real, vou perder meu precioso tempo dando atenção a um monte de 'sem noção' que se faz parecer amigo quando se quer cultivar perigo!?
Diga-me, sério? Não, não pode estar me levando a sério. Eu prefiro o Mundo aos meus pés, sentir a terra firme, o ar gelado, a água fria de uma chuva, o calor intenso de um dia ensolarado. Diga-me, é sério? Eu prefiro isso, é assim que vivo.

Diego Davolgio

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