Ler e escrever (texto de Tiago Ortaet)

por - 15 março

artista: Marcus Cornelius Escher (Holandês)
Com o intuito de colaborar na força-tarefa da escola em resgatar oportunidades em aprendizagens do Ensino Fundamental ciclo II com essas turmas de oitava série; compus esse texto durante as aulas, com o debate dos próprios estudantes acerca da competência de ler e escrever e o contexto social desse ato.


Ler e escrever – ação cultural

A escrita é indispensável em todas as disciplinas escolares, todas as áreas do conhecimento; uma ferramenta de comunicação muito poderosa. A necessidade de comunicação é intrínseca ao ser humano.

Um profissional que domina seu idioma pátrio é sobretudo um profissional capaz de se articular melhor na defesa de ideias e projetos.

A leitura está infinitamente associada à boa escrita, pois à medida que lemos aumentamos nosso repertório de experiências e nosso vocabulário.

Diante da competência leitora e escritora do ser humano passa também a oralidade do ato de transmissão da leitura/escrita.

O envolvimento do ser humano com as linguagens artísticas expande as relações de leitura e explora diferentes olhares acerca de um mesmo objeto seja ele artístico ou não; o que permite argumentações diversas.

Falar bem demanda envolvimento permanente com sua formação e autonomia, gosto por descobrir o significado das palavras; todo escritor/leitor é um descobridor.

Como bem reflete o professor, gramático e filósofo Evanildo Bechara a língua é como uma roupa, determinado estilo cabe em determinada situação. Não é convencional que se vista camiseta regata e bermuda para acompanhar um baile de formatura; do mesmo modo que não convém vestir-se de smoking para acompanhar uma partida de vôlei de praia. Nas distintas ocasiões de uso da língua portuguesa também é assim; numa situação de proximidade, intimidade e amizade entre os pares não necessitamos utilizar os padrões de norma culta da língua portuguesa; cabendo expressões mais coloquiais, informais. Já do lado oposto, numa reunião com os diretores de uma empresa, a formalidade exige se apropriar de outras referencias linguística, pois o cenário é outro.

Todo esse ciclo de aprendizado, essa tríade de evolução do ser humano em escrita, leitura e oralidade deve se dá desde os primeiros anos de vida na orientação e incentivo da família a criança; o zelo pelos estudos e a curiosidade em aprender coisas novas também é responsabilidade do estudante na condução desse aprendizado e tudo isso acaba sendo mediado pelos professores da escola.

Vamos a algumas possibilidades de estrutura textual: A construção de um texto carece de informações mínimas e o seguimento da norma culta da língua portuguesa para comunicar as intenções do escritor aos leitores: Antítese – tese – síntese

Pressupõe a introdução do assunto abordado, ou seja, parágrafo que inicie sua explanação de modo a causar curiosidade ao leitor.

A tese é o desenrolar do assunto, onde o escritor aprofunda as discussões, faz comparativos, apontamentos e expõe outras referências e  análises mais detalhadas.

A síntese é o momento conclusivo ou pelo menos de considerações finais sobre o tema abordado.

Outra estrutura indispensável é aquela em que o texto responde as seguintes questões: O que? Quem? Quando? Onde? Como? Por que?

Nos próximos textos discutiremos em sala de aula outras considerações para além do texto no papel.

Professor Tiago Ortaet
Março de 2012

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