TRIPÉ JAMBU

Essa jovem é a Educadora Thais mediando as obras com os estudantes do Gleba
 O Tripé é um projeto desenvolvido pelo Sesc desde 2005 e tem como objetivo prospectar novos artistas contemporâneos reunindo-os em torno de um eixo temático. Neste ano, o curador Orlando Maneschy escalou Armando Queiroz, Keyla Sobral e Melissa Barbery, artistas de Belém do Pará, para mostrar o que está sendo produzido além do eixo Rio-São Paulo.

Em “Jambu Político” (o nome faz referência a uma erva muito utilizada na culinária paraense, que dá uma sensação de tremor e dormência na língua quando mastigada), se destaca a utilização dos mais variados suportes artísticos.

Armando Queiroz, que atua desde os anos 80, apresenta três obras - um vídeo e duas instalações - que passam mais claramente por questões políticas. Em uma visita à Serra Pelada, conhecida região produtora de ouro do Pará, o artista tirou o molde da arcada dentária de alguns mineradores e as pintou de dourado. O resultado é uma instalação que denuncia a precariedade da situação em que essas pessoas vivem. Já a vídeoperformance “Midas” mostra o rosto de Queiroz pintado de dourado e comendo pequenos insetos.

Armando Queiroz usa o ouro e o mundo de Serra Pelada como inspiraçãoArmando Queiroz usa o ouro e o mundo de Serra Pelada como inspiração
A subjetividade e a solidão aparecem como guia da série de desenhos de Keila, que trava um dialógo indissociável entre texto e imagem. Por fim, Melissa Barbery apresenta a instalação “Low Tec Gardem”, um jardim feito de luminárias com fios de neon - e que pode sugerir a oposição à floresta real. Tal trabalho se desdobra na série de fotos em que a artista “esquece” um desses objetos em lugares de visível degradação e registra a cena.

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O que chama atenção neste conjunto de obras é que se por um lado Armando deixa visível o regionalismo de seu trabalho, Keila e Melissa mostram que a nova geração de artistas está mais ligada às questões universais, sem identificações e enquadramentos aparentes, já que no trabalho de Melissa, por exemplo, as imagens poderiam ser de qualquer lugar.

Outro objetivo do Tripé é sair do “cubo branco” e levar a arte para lugares improváveis. Esta exposição, por exemplo, acontece no hall do teatro do Sesc Pompéia. Mas a pouca luminosidade do local prejudica a visualização de algumas obras. Fica o questionamento para a próxima edição: todas as obras funcionam fora do cubo? Será que artistas que estão além dos grandes centros urbanos têm que tratar sempre de regionalismo? Pelo menos para a primeira pergunta, indícios físicos mostram que não.

Serviço:
Exposição “Tripé – Jambu Político”
Onde: Sesc Pompéia (Rua Clélia, 93)
Quando: até 31 de julho
Entrada gratuita

Fonte: http://www.colheradacultural.com.br
 Minha galera das artes em mais uma expedição das artes - já é a 14ª visita cultural somente esse semestre.

Uma das obras inquietantes da mostra

Alunos da nossa escola compondo imagens - em primeiro plano Rigor e Vera

Esses trabalhos serão postados aqui em nosso blog-arte - terei de scaneá-los.

Rodrigo Medrado em composições

Até eu fiz também...












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