POESIAS DE RECORTES - Prof. Tiago Ortaet em Diário Poético 2011


NA MINHA ESTANTE

Não quero um amor de porta-retrato daqueles que ficam empoeirados na prateleira da estante.
Não preciso de arranjos pra me disfarçar, só de um sorriso.
Não quero um amor de gaveta do tipo que envelhece e se esquece com o passar do tempo.
Não quero que o tempo cure tudo, as poesias lacrimais também me encantam, nem que o tempo adoeça as coisas, as poesias calvários já me calejaram.
Que o tempo seja uma máquina que me transforme.
Não quero móveis velhos nem imóveis.
Sou agitado demais.
Quero a mobilidade da minha mente sempre reticente, sempre com um ato a mais, sempre com uma página por escrever.
Quero que tudo que me pertença seja sentimento.
Quero que tudo que sinta seja amor pelas veias.
Que tudo que corra nas minhas veias sejam plaquetas de múltiplas cores.
Que a diversidade de cores pinte minha vida com a mesma intensidade do agora.
Que meu agora viaje ao longe e que o longe para mim não precise ser maior que meus sonhos.
Que de tanto sonhar eu encontre suspiros e linhas de chegadas.
Que minhas chegadas sejam muitas para que eu possa rever minhas conquistas em porta-retratos de uma estante que há em mim mesmo.

Tiago Ortaet
03/01/11


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