TERCEIRA REUNIÃO PEDAGÓGICA – GLEBA

10 de Fevereiro de 2011

Nessa ocasião pudemos expor propostas de projetos culturais para a escola.
A professora Mirian expôs aos colegas o projeto EAP na companhia da Professora Margareth, ambas destacaram a importância do projeto para apoio aos estudantes com déficit de aprendizagem.

A professora Marilene sugeriu que ajam palestras do projeto EAP nos HTPC´s.

O professor Renato pediu aos colegas que tenham cuidado ao se dirigirem aos estudantes para que os mesmos não passem a ser rotulados, ele nos contou um fato histórico de sua vida pessoal como aluno e emocionou muitos colegas. Na fala do professor existe uma experiência importante docente/discente e certamente fez com que os professores refletissem como a importância da competência leitora e escritora favorece os demais, porém em paralelo a isso, é preciso entender as peculiaridades desse processo de individuação.

Aproveitando o ensejo a professora Sandra comentou sobre sua leve deficiência visual e sua restrição com as cores.
A professora Mirian continuou sua explanação citando os eixos que norteiam a ação do EAP na escola e me convidou para falar sobre o eixo “família” do qual coordeno. Alguns professores já se propuseram a colaborar com esse eixo importantíssimo da aprendizagem dos alunos.

Seguindo a condução da reunião a professora/coordenadora Elenice apresentou demais projetos de arte e cultura realizados na escola em 2010 e a previsão para 2011.

Um vídeo com discurso do Professor Nilson José Machado da USP foi exibido sobre a fragmentação disciplinar e transversalidade do currículo escolar.
O conteúdo do vídeo só reforça o meu impulso pedagógico de que a educação significativa deve passar pela experiência e complexidade do saber.
“A gente vai para a escola para aprender a ler o mundo. Começa a ler textos, mas vamos ler o mundo”
a concepção de descartes é a concepção da unidade do saber. O método nasceu no século XVII com o filósofo René Descartes” são regras simples, a marca da ciência moderna.

Ainda no vídeo exibido pela coordenadora Eliane Scandelai foram abordadas as seguintes questões:
Edgar Morrin diz que temos a tendência de simplificar o conhecimento, mas o conhecimento é planetário, complexo. O sistema de educação ensina a separar as coisas, as disciplinas, o homem da natureza, não ensina a religar as coisas.
Essas falas são excelentes para defender a idéia de um blog de cultura para a escola, pois todas as disciplinas passam pela cultura.

Professor Ulisses Araújo da Faculdade de Artes, ciências e humanidades da USP-Leste fala sobre “PROJETOS”
O professor deve ser um estrategista, ele pode ir mudando os rumos do projeto ao longo de sua execução.

TRANSVERSALIDADE – INTERDISCIPLINARIDADE

Nilson José Machado:
"A inter surgiu como um chamado para que as disciplinas não mudassem seus objetos, mas que tivessem relações mais fortes entre si. A reação a fragmentação curricular foi a busca que as áreas do conhecimento se dialoguem."

No exemplo mostrado no vídeo os alunos trabalhavam e pesquisavam sobre escravidão no Brasil, numa das etapas do projeto os alunos defendiam as idéias dos personagens da história, um grupo defendiam os portugueses, outro defendia os africanos. Ou seja, eles vivenciaram os próprios personagens, numa espécie de teatro-fórum.

Ao final dessa etapa de estudos dos professores em grupo levantei a seguinte questão:

VOCÊ ACREDITA QUE UM BLOG DE CULTURA É EM POTENCIAL UMA TRANSVERSALIDADE DO CURRÍCULO ESCOLAR? 

*LEMBRANDO QUE TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO PASSAM PELA CULTURA. NENHUMA ÁREA DEVE ESTAR A SERVIÇO DAS DEMAIS, NÃO HÁ DIÁLOGO HIERÁRQUICO NESSA SITUAÇÃO.

Cultura é do ser humano e não privilégio de alguma disciplina. É preciso ter uma visão complexa dos fatos e generalizar as situações para uma aprendizado transversal do currículo.

Professor Tiago Ortaet®

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