POESIA DO PROFESSOR Ortaet EM HOMENAGEM AOS ALUNOS DO GLEBA NOS 450 ANOS DA CIDADE

AOS MEUS HABITANTES-ESTUDANTES DESSA TERRA DE GIGANTES

Sob o céu dessa aula querida, mais mil vezes de luta e labor...
Cingem hoje vossos nomes em Guarulhos, mostrando a juventude em barulhos nossos. Olhares que tem sabor...
Aula aberta, portas abertas para o mundo.
Eu quero saborear junto com vocês a delícia que é viver. Nessa Gleba Guarulhense a degustação é fazer arte no entardecer...

Não precisa entender, basta suspirar.

Que se junte a mesa nossa cultura do diverso que meu verso não tem hora pra acabar, meu amor não se esgota ele se refaz a cada olhar...

Gosto de homenagear os meus alunos-amigos que encantam esse lugar.

 Que se sente a nossa mesa farta toda coexistência, não importa se é pastor, zumbi dos palmares, gritos de Corinthians, vozes de Palmeiras, Amor São-Paulino ou travessura de menino, se é Flamengo, patos do lago ou turma do bosque pra caminhar, se é índio Peri, olhar Tupi, tantos Santos ou padroeira no altar.
Quando chegar todo mundo, avise ao mundo que ele todo cabe aqui!

As luzes daqui nunca se apagam, esse lugar tem brilho próprio, os próprios estudantes dessa cidade-escola iluminam as idéias e o renascer.

Pensamentos como dedos erguidos daquelas cenas em que apontamos para a educação como quem quer intimidar toda e qualquer ignorância. Aja pujança, aja esperança!

Nossa cultura e nossa arte são bandeiras desse lugar, elas também apontam caminhos a seguir.

AOS MEUS HABITANTES-ESTUDANTES DESSA TERRA DE GIGANTES
MEU RESPEITO SEGUE FIRME PELOS OLHARES AMBULANTES
O AMOR PASSEIA COMO CRIANÇA NESSA ARTE ITINERANTE
DESSA TERRA RELEVANTE QUERO O ANSEIO DE SEGUIR POETIZANDO EM TIRAGEM DE JORNAL, VERSANDO SOBRE AS HUMANIDADES DE UMA ESCOLA-NATAL
TODOS OS DIAS AQUI NASCEM UNS E RENASCEM OUTROS

Tuas raças são livros abertos da história, bendita seja a nossa memória

Meu agora será passado, mas nunca deixará de ser presente!

Consumido por um encantamento que essa missão me conduz; olho para os meus amigos mirins, aos meus jovens que me ensinam a cada dia a ser mais jovem que eles, olho aos meus mestres alunos com um afeto que eu mesmo não sei medir; para dizer dos meus amores, das minhas virtudes, dos meus ideais.

Sou daqui! Escolhi ser! Sou da arte no entardecer!
Não sei medir, por mais que eu tente. Não sei contar o infinito, isso eu ainda não aprendi.
Peço através desse olhar que cada um se reinvente, que façam o mesmo de um jeito diferente. Que o ontem valha como experiência posta em prática no jogo da vida, que o hoje seja saboreado e que o amanhã seja o elo de tudo isso. Assim caminhamos desbravando o conhecimento.

Sou daqui! Escolhi ser! Sou da arte no entardecer!

Na vida, estamos o tempo todo de passagem, mas rogo aos céus que essa passagem valha por toda uma vida, mais que isso, que esse encontro entre uns e outros, entre professor e aluno, entre o saber e o novo, valha por todas as vidas que se unem em torno disso.


Não há espaço dentro do meu coração que caiba a desilusão, nem a desesperança, essas são muletas dos fracos e aos que lutam como nós, servem os ideais, as conquistas e as humanidades a flor da pele.
Propondo desafios aos meus estudantes me resolvo, entusiasmando cada um deles me encontro e me potencializo enquanto ser humano.

Sou daqui! Escolhi ser! Sou da arte no entardecer!

O amor é o mais valioso de todos os gestos, vejo poesia nas relações humanas, vejo poesia na missão-professor. Amor rima com professor não por acaso, amor move, constrói e lança ao mundo sua força. Que continuemos bebendo dessas fontes para escrever outras histórias, a nossa história.

450 abraços afetuosos a cada um dos milhares de alunos... Os meus alunos-amigos que constroem novos alicerces e ainda muito construirão comigo essa cidade! Estejais valentes conosco!

Professor Tiago Ortaet


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