QUEM FOI JACOPO TINTORETTO? ARTISTA DO SÉCULO XVI QUE ESTÁ CITADO NO CADERNO DO ALUNO 6ª SÉRIE VOLUME 2

A moderna historiografia da arte tende a reconhecer em Tintoretto o maior representante do amplo movimento artístico que foi o maneirismo, interpretado segundo a tradição veneziana. O artista é admirado antes de tudo pela ênfase no dramatismo da composição e da luz.

(NA APOSTILA O ARTISTA É APRESENTADO COM A OBRA "A ULTIMA CEIA" DE MESMO NOME E TEMA DA OBRA DE LEONARDO DA VINCI REALIZADA 100 ANOS ANTES. NA PÁGINA 18 DA APOSTILA PODEMOS ABORDAR AS DIFERENÇAS DE COMPOSIÇÕES DE UM ARTISTA PARA O OUTRO)

O filho do tintureiro
Jacopo Robusti, conhecido como Tintoretto, nasceu em Veneza por volta de 1518. Filho de um tintureiro de sedas (daí o cognome), sabe-se que entrou ainda jovem para o ateliê de Ticiano, onde ficou poucos dias.

Uma vida dedicada à pintura
Em 1539, no entanto, já se estabelecera como pintor, e voltou de uma viagem a Roma impressionado com a obra de Michelangelo.
Após pintar afrescos para a igreja de Santa Maria dell'Orto, recebeu em 1548 a encomenda de decorar a Scuola di San Marco, trabalho que lhe valeu grande fama.
Em 1550 casou-se com a filha de um banqueiro e até o fim da vida dedicou-se somente à pintura.

Renascentista, barroco ou maneirista ?

Durante muito tempo Tintoretto foi classificado como o último pintor renascentista; passou depois a ser considerado o primeiro mestre da pintura barroca; hoje é apontado como grande vulto do maneirismo.
É difícil classificá-lo com precisão, pois em sua obra existem exemplos das três correntes. O pintor preocupou-se igualmente com a forma e com a cor, numa síntese florentino-veneziana que para outro mestre teria sido impossível.

Segundo a tradição, teria escrito na porta do seu ateliê: "Desenho de Michelangelo e colorido de Ticiano."

Um mestre da cor
A obra de Tintoretto está concentrada sobretudo em Veneza, mas seus quadros a óleo escureceram, em parte porque ele não costumava reforçar o branco das telas antes de pintar as cores escuras.
Suas obras, altamente dramáticas, fogem à placidez e regularidade da composição renascentista.
A fama de que desfrutou o pintor como mestre do colorido, a despeito da deterioração de seus óleos, sobrevive em função da alta qualidade emocional das telas.

O furioso
A dramaticidade dos quadros de Tintoretto somente pode ser equiparada a sua inesgotável atividade; daí seu outro apelido da época, "Il Furioso".
Autodidata, a princípio estudou e copiou obras de Michelangelo e Sansovino. Executou trabalhos sem nada cobrar ou apenas pelo preço do material utilizado: são os casos da decoração da igreja de Santa Maria dell'Orto e da Scuola di San Marco.
Nesta última concluiu em 1548 um de seus quadros mais importantes: o "Milagre de são Marcos" (hoje na Academia de Belas-Artes, Veneza), no qual procurou exaltar o movimento e o volume dos corpos pela luz, sem sacrificar a cor.
A partir de 1550, Tintoretto recebeu numerosas encomendas de procedências diversas. Dessa fase há, entre outros trabalhos, "Adão e Eva" (1550-1553), "Abel e Caim" (1550-1553), "Santo André e São Jerônimo" e "São Jorge e a princesa", os dois últimos para o Palazzo Ducale.
A mais célebre das obras desse período foi "Susana no banho" (1560-1564).

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