E voltamos ao cotidianismo exacerbado

Diante dessa onda de escrever, notei que utilizei uma expressão que costumava utilizar com grande frequência. Inclusive, já fiz um artigo desses aqui mesmo, no blog. Ao ler novamente, noto uma grande diferença no que escrevi antes e no que escrevo agora. Veja com seus próprios olhos: 

Diante do cotidianismo exacerbado...

"E roda a melancolia em seu interminável fuso..." Aí está um pedaço do poema de Cecília Meireles- Lua adversa. Apesar do poema não ser exatamente 'de hoje' podemos concluir que ele explica exatamente o cotidiano.
Não importa, quando, quem e muito menos porque, o tempo está lá, presente em várias falas: "- Ainda não?/ Mas já?/ Correndo contra o tempo/ To sem tempo" entre várias outras.
E em meio a este cotidianismo exacerbado, ato de se esquecer que existe vida, vamos sendo estimulados a viver num mundo triste, cinza, sem educação.
Em meio a esta falta de tempo, doenças chegam, Tristezas param, e só pensamos em nós mesmos.
Educação? Ah, educação é aquela que convivemos (muitas vezes, a pulso) na escola por 8, 9,10, 12 anos, 20 anos que seja.
Nos esquecemos de que educação é o simples fato de aprender dia após dia. De nada adianta termos passado anos de nossas vidas aprendendo coisas que muitas vezes são inúteis, por deixarmos de usá-las.
Chegaram as férias, e muitas vezes saímos delas do mesmo jeito, ou até pior, sabendo menos.
Não se faz por necessário que fiquemos deitados em livros, pois este também é um ato exagerado. Quem o faz certamente não consegue aprender tudo o que necessita.
Nas férias, quem nunca disse que fica com tédio? Mas porque tédio, se podemos ler? E se por acaso você não gosta de ler, aqui vai uma solução: Que tal procurar aqueles áudio-books , que pela própria internet achamos vários.
Se não queres ler, então pelo menos, que tal ouvir?
Aí encontramos uma forma de educação sem esforço;
E para sair deste cotidianismo exacerbado, uma das saídas é tentar achar aprendizado em tudo. Não cansa, não dói, não machuca, e estimula o aprendizado!

Acontece que, será que é assim mesmo? Será que é tão fácil assim? Não, não é. Encontrar aprendizado no que fazemos é um desafio incrível da realidade. Não é fácil, não é simples e confesso, vez ou outra, não é legal. Escreveria diferente, mas como sei que o leitor não é leitor paciente, que lê capítulos e capítulos enormes, não escreverei mais. Me contento em dizer que mudamos. A mudança já foi exposta aqui em alguma semana anterior, que não vem ao caso agora. Se você, caro amigo, chegou até aqui lendo, com a paciência do mundo, eu lhe agradeço! E digo-lhe ainda: O artigo da semana que vem, será melhor do que este. Entenda como quiser.

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